Uma agenda nefanda

Uma agenda nefanda

Desde o início das hostilidades promovidas pelos setores mais reacionários da direita neonazifascista no Brasil, que vivemos sob uma agenda nefanda imposta por políticos comprometidos com o retrocesso social e a devolução do país à uma oligarquia sociopata.

Tais como “soldados do obscurantismo” algumas figuras surgiram do nada como se materializadas por algum passe de mágica e passaram a ter visibilidade social nas localidades mais longínquas deste país.

Nada é por acaso.

Esses homens e mulheres imbuídos da tarefa de “moralizar” o país, de varrer a corrupção e “livrar” a “família cristã” do comunismo, do petismo e de toda sorte de influência socialista libertadora, que pôs em marcha as maiores conquistas sociais dos brasileiros em décadas, essa gente – não raro associada a elite empresarial ruralista – foi calculadamente “plantada” em cada rincão deste país, e – o mais importante – age de forma sincronizada, em conjunto, tal como uma legião ou “cosa nostra” tupiniquim.

No centro de comando desta realidade asquerosa temos alguns movimentos ditos “libertadores” mas que na verdade constituem o braço articulador dos donos desta poderosa máquina de moer direitos dos brasileiros e que se encontra funcionando a pleno vapor. Um deles, e o mais conhecido, é o Movimento Brasil Livre ou simplesmente MBL.

Seus membros não suportam ser confrontados, tampouco rotulados como sendo partícipes de um movimento de direita reacionária e ultraconservadora, e defendem seus gurus e seus comparsas com unhas e dentes. Alguns, como é o caso de um conhecido político local, inclusive negam pertencer a esses movimentos, mas erram ao nos tomarem por tolos. Nós sabemos a verdade.

Essa agenda está em curso, possui dezenas, centenas de adeptos, a imensa maioria composta de pessoas abastadas, playboyzinhos, estudantes “profissionais”, pseudointelectuais de cabelos “lambidos”, vagabundos que fumam charutos e fazem resenhas ridículas de cervejas artesanais enquanto tentam convencer outros imbecis de que sabem tudo sobre Marxismo (e o que é pior: de que leram O Capital na íntegra!), e, de maneira geral, de fãs do astrólogo Olavo de Carvalho.

Aliás, tanto os líderes comprometidos a implantar essa política sexista, racista, homofóbica, opressora e bandida, quanto seus “cachorrinhos amestrados”, quando se veem diante de uma contrariedade ou contra-argumento aos seus delírios, lá se vão consultar o que o astrólogo (também conhecido pelo nome místico de Sidi Muhamad) falou sobre o tema e então… dá-lhe memorizar para repetir o mantra que jorra daquela torrente de lixo.

Enfim, vivemos tempos difíceis.

Mas se de um lado temos uma agenda social perniciosa que vai sendo aos poucos implantada no país, no estado e aqui em Uruguaiana, temos do outro vários movimentos que se estão a organizar para combater essa realidade, porque no final o que mais preocupa os artífices deste projeto canalha é a perda do poder político, e essa justiça, meus amigos e amigas, já tem data marcada para acontecer.

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